Há alturas em que até os mais optimistas se perdem e não conseguem ver o caminho...
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Hoje é a minha vez.
Bem sei que, se não tenho nada de bom para dizer, devia ficar calada ou, neste caso, não escrever... Mas isto é terapêutico, que querem? Sinto-me bem quando debito o que sinto na forma escrita, derramo os meus sentimentos no papel ou no ecrã até ser capaz de os entender melhor, de deslindar o que me vai na alma e que nem eu percebia e, como por magia, ser capaz de (re)encontrar o caminho.
Remar contra a corrente é duro, é cansativo, é desgastante, especialmente quando tudo à nossa volta parece desmoronar, montanhas parecem ruir, luzes ao fundo do túnel ameaçam fundir e tudo o que mexa é perseguido pela inércia do sistema...
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Há pouca coisa que me confunda tanto como a inércia, como a vontade de não fazer nada só pelo prazer de não fazer nada, a vontade de não deixar os outros fazer algo só pela incapacidade de fazer alguma coisa por si próprio... Porque é que ninguém consegue viver a sua vidinha, deixando-se de cobiça, de inveja, de soberba, de orgulho?!? Com isso a raiva latente em tudo quanto é frustrado poder-se-ia dissipar e a única coisa que restaria seria alegria por ver os outros felizes, vinda do amor e da partilha universais.
É cansativo querer mudar as mentes das pessoas para melhor, para positivo, para a Luz...
É triste não conseguirmos libertar aqueles que mais amamos das grilhetas da sociedade, da decadência do materialismo, do ridículo da crítica destrutiva, da auto-destruição do seu ser, de parte da energia positiva da Humanidade...
Às vezes sinto-me como um ciclope em terra de cegos, mas um ciclope bem míope e cheio de astigmatismo, incapaz de ver o suficiente para poder ajudar os que o rodeiam.
Sei qual é a direcção, mas custa tanto ver o caminho e os obstáculos que tenho que transpôr...
Haja LUZ!!!