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Hoje é a minha vez.
Bem sei que, se não tenho nada de bom para dizer, devia ficar calada ou, neste caso, não escrever... Mas isto é terapêutico, que querem? Sinto-me bem quando debito o que sinto na forma escrita, derramo os meus sentimentos no papel ou no ecrã até ser capaz de os entender melhor, de deslindar o que me vai na alma e que nem eu percebia e, como por magia, ser capaz de (re)encontrar o caminho.
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Remar contra a corrente é duro, é cansativo, é desgastante, especialmente quando tudo à nossa volta parece desmoronar, montanhas parecem ruir, luzes ao fundo do túnel ameaçam fundir e tudo o que mexa é perseguido pela inércia do sistema...
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Há pouca coisa que me confunda tanto como a inércia, como a vontade de não fazer nada só pelo prazer de não fazer nada, a vontade de não deixar os outros fazer algo só pela incapacidade de fazer alguma coisa por si próprio... Porque é que ninguém consegue viver a sua vidinha, deixando-se de cobiça, de inveja, de soberba, de orgulho?!? Com isso a raiva latente em tudo quanto é frustrado poder-se-ia dissipar e a única coisa que restaria seria alegria por ver os outros felizes, vinda do amor e da partilha universais.
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É cansativo querer mudar as mentes das pessoas para melhor, para positivo, para a Luz...
É triste não conseguirmos libertar aqueles que mais amamos das grilhetas da sociedade, da decadência do materialismo, do ridículo da crítica destrutiva, da auto-destruição do seu ser, de parte da energia positiva da Humanidade...
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Às vezes sinto-me como um ciclope em terra de cegos, mas um ciclope bem míope e cheio de astigmatismo, incapaz de ver o suficiente para poder ajudar os que o rodeiam.
Sei qual é a direcção, mas custa tanto ver o caminho e os obstáculos que tenho que transpôr...
Haja LUZ!!!
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Uma grande dose de LUZ para si, Sónia.
ResponderEliminarBeijinho
Obrigada Observador! :-)
EliminarE para TI também!!! ;-)
É difícil, sim, ver o caminho, em muitas alturas, particularmente agora. Os nossos avanços e recuos nesta caminhada que, por vezes, nos parece tão solitária. Mas depois... Vamos ao mais fundo de nós e encontramo-lo, novamente. E conectamo-nos. E caminhamos, enfim. Abraço grande.
ResponderEliminarTeresa
Teresa, às vezes sinto uma urgência enorme de seguir o caminho, outras vezes parece-me que isso me faz dar passos em falso... É complicado e sermos constantemente bombardeados com más notícias, negativismo e umbiguismo não ajuda mesmo nada... :-S
EliminarMas o que vale é que há pessoas que cultivam o optimismo e o partilham com quem queira e nos ajudam com os seus comentários sábios que, apesar de demorarem a ser respondidos, são logo lidos e fazem logo efeito! ;-)
Beijinhos e obrigada pela força! :-)
Entendo-te tão bem, Sonia! Mas hoje vou-te deixar aqui uma mensagem de Rubem Alves que traduz bem aquilo que provoca em nós este sentimento de impotência perante as coisas más que vemos no nosso dia a dia. Vais gostar!
ResponderEliminarContei meus anos e descobri
Que terei menos tempo para viver do que já tive até agora....
Tenho muito mais passado do que futuro...
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de jabuticabas...
As primeiras, ele chupou displicentemente..............
Mas, percebendo que faltam poucas, rói o caroço...
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades...
Inquieto-me com os invejosos tentando destruir quem eles admiram.
Cobiçando seus lugares, talento e sorte.....
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas
As pessoas não debatem conteúdo, apenas rótulos...
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos...
Quero a essência.... Minha alma tem pressa....
Sem muitas jabuticabas na bacia
Quero viver ao lado de gente humana...muito humana...
Que não foge de sua mortalidade.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade...."
Rubem Alves
É a falta de Humanidade no ser humano que provoca todo este desanimo e esta falta de esperança, Sonia. Mas não devemos perdê-la, pois isso seria desistir da vida e isso não podemos fazer.Há que continuar...acreditando sempre. Um beijinho, amiga!
Emília
Emília, adorei!!! Muito obirgada!!! :-D
EliminarÉ incrível como nada é novo, como já houve quem estivesse onde nós estamos, que sentiu o que nós sentimos... E Rubem Alves acertou em cheio e tu acertaste em cheio ao colocares o seu poema aqui! :-)
Obrigada pela força amiga!!! :-D
E eis que a gaja aprende a responder aos comentários decentemente em vez de os escrever mais abaixo...
ResponderEliminarJá era tempo, n'é?!?
Beijinhos a todos e continuação de boa semana!!! :-)