Não há Europeu (com E maiúsculo de cidadão - independentemente de concordar com a permanência da sua nação no clubinho franco-germânico -, não de quem se julga à parte do que se decide lá por Bruxelas e arrebaldes) que não se esteja a passar com a situação actual da UE e de todos os seus Estados-Membros.
Não há Cidadão do Mundo (com maiúsculas de quem sabe que a globalização vale para todos os assuntos presentes e futuros - e passados também, mas já nem vale a pena ir por aí...) que não esteja em pânico por causa do arrastar de pés a nível ambiental que todas as nações demonstram e que escudam com a crise, o bode expiatório do momento.
Ora eu, como Portuguesa-Europeia-Cidadã do Mundo, ando possessa e, se não o demonstro por aqui mais vezes, é porque quando começo a falar sobre economia, política, sociedade e ambiente, a revolta começa a vir ao de cima, só me apetece partir cabeças para lá meter algum juízo dentro e desatar ao estaladão ao pessoal que teima não ver o que uma mão faz enquanto a outra mão lhes acena com euros (só a cenoura já não chega. Ou será "ainda não chegámos ao ponto dela voltar a chegar"?!?) e os pés fazem uns dribles com a bola que é o Mundo!
Ora isso implica testamentos com um registo negativo e pesado, o que vai contra a minha vontade de manter o blogue positivo e construtivo.
Só que é preciso falar sobre as coisas e, independentemente de vir a ser lida por quem possa fazer alguma coisa acerca do assunto ou não, preciso de aqui deixar a minha opinião, não só para desopilar o fígado, mas também para sentir que faço a minha parte como cidadã.
Assim sendo, decidi fazer isto por partes, como os cronistas dos jornais e das revistas, ou seja, vou aqui deixar um índice dos assuntos que pretendo abordar e, conforme for dissertando sobre eles, coloco aqui a ligação para a mensagem respectiva.
O que pretendo com isto? Além dos supracitados "desopilanço de fígado" e "consciência de cidadã tranquilizada", pode ser que faça alguém mudar a sua atitude perante as coisas, percebendo melhor o que se passa (na medida em que me é possível perceber as coisas, porque eu não sou omnisciente - apesar do N. se fartar de dizer que eu já tinha dito isso e tinha razão... infelizmente!) e sabendo que existem alternativas (quando eu conseguir enumerar alguma que não apenas "olhe para as coisas doutro ponto de vista"...).
É a minha forma de revolta construtiva perante este imbróglio todo em que o Homo sapiens economistae nos meteu...
Então sobre o que vou falar?
Ora, sobre:
- Portugal, nomeadamente política (AR, lobbies, dinossauros corruptos e todas as coisas bonitas que a palavra "política"nos faz lembrar...), sociedade, economia (que há-de estar misturada em tudo o resto porque, infelizmente, tudo gira à volta do dinheiro e não das pessoas...), ambiente e movimentos com valor (porque é preciso uma nota positiva no meio disto tudo!!!);
- UE, concretamente sobre o espartilho que a actual política económico-social de Bruxelas nos vestiu (e continua a vestir e quer vestir ainda mais) e nos levou em grande parte a esta situação deplorável em que estamos (ainda tenho que pensar na nota positiva para este assunto...);
- Mundo, especialmente sobre o ambiente (e os entraves que os grandes põem à tomada de medidas que diminuam a nossa influência nele) e sobre os bons exemplos que vão surgindo como cogumelos por todo o lado e que me mantêm com um pouco de esperança na Humanidade e na possibilidade de um futuro "com futuro" para os meus filhos.
Claro que isto pode parecer pouco - para quem não está atento ao que se passa à sua volta mas sim aos supracitados dribles -, mas eu sei que tenho aqui pano para mangas e o problema vai ser conter-me e ser sucinta (trabalho em progresso!!!). Será algo para ir fazendo, algo em constante mutação e que, possivelmente, levará umas adendas de quando em vez, mas, pelo menos, vou partilhando as minhas preocupações e ideias com o Mundo (além dos mails interessantes que vou recebendo do tio Zeca e do meu pai).
Se estou a preparar a minha ida para a AR?
Credo, claro que não!!! Como eu disse ao Manuel: "eu não ia para lá aguentar aquela gente peçonhenta.
Só alinhava se se fizesse uma desinfestação a fundo e fosse tudo malta nova, sem telhados de vidro que os lobbies e os caramelos como o tio Alberto João conhecessem e usassem como "garante de poder".E como esse dia está longe..."
Faço isto pelos meus filhos e pelas gerações vindouras e, por isso, aqui fica a imagem de marca d'A minha Revolta (não é a minha barriga, mas é como se fosse!):
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| Imagem retirada daqui |
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P.S.: A palavra "Revolta" foi mudada para "rEvolução" por esta última ser uma palavra com um sentido mais positivo.

Tenho que começar pela feliz imagem que ilustra esta tua revolta.
ResponderEliminarEu gostaria de acrescentar tanto mas já me vão faltando algumas forças.
Mas uma coisa te prometo, quando chegar a altura de partir essas cabeças peçonhentas, podes contar comigo.
Quanto à foto, o mérito não é meu - foi um momento iluninado do Google quando me colocou essa foto na pesquisa!
ResponderEliminarQuanto à tua ajuda... Conto mesmo!
Quando precisar de um ministro das Finanças e da Agricultura, é a ti que chamo! ;-)
Encontrei o comentário que tinha escrito numa das alturas em que não conseguia comentar (frase confusa, mas tu percebeste). Aqui vai:
ResponderEliminar"Manuel, acho que ter filhos (e netos e bisnetos...) só acelera a nossa vontade de ver o mundo melhorar.
Claro que se vê tanta coisa que parece que não conseguimos fazer nada e sentimo-nos impotentes, mas temos que lutar contra isso e dar o melhor de nós ao mundo.
Tu tiveste um pequeno susto, mas está tudo bem, certo?
Então porquê o desânimo?
Se tens força para partir cabeças peçonhentas (um dia cobro-te essa!), porque não usá-la para abrir os olhos às pessoas e mostrar-lhes que é possível mudar?
Muda a tua mente para o lado B, o lado optimista, e depois é só mudar o mundo! ;-)
Bom fim-de-semana (a ver se finalmente consegui comentar!!!)"
Mas mantenho o comentário anterior, obviamente, Sr. Ministro! ;-)