sábado, 3 de dezembro de 2011

A minha rEvolução_Índice

Não há Português (com P maiúsculo de cidadão, não de quem olha só por si e pelo seu bolso...) que não se sinta revoltado com tudo o que se vai passando no panorama político, económico (infelizmente a maior influência do político) e social nacional.
Não há Europeu (com E maiúsculo de cidadão - independentemente de concordar com a permanência da sua nação no clubinho franco-germânico -, não de quem se julga à parte do que se decide lá por Bruxelas e arrebaldes) que não se esteja a passar com a situação actual da UE e de todos os seus Estados-Membros.
Não há Cidadão do Mundo (com maiúsculas de quem sabe que a globalização vale para todos os assuntos presentes e futuros - e passados também, mas já nem vale a pena ir por aí...) que não esteja em pânico por causa do arrastar de pés a nível ambiental que todas as nações demonstram e que escudam com a crise, o bode expiatório do momento.

Ora eu, como Portuguesa-Europeia-Cidadã do Mundo, ando possessa e, se não o demonstro por aqui mais vezes, é porque quando começo a falar sobre economia, política, sociedade e ambiente, a revolta começa a vir ao de cima, só me apetece partir cabeças para lá meter algum juízo dentro e desatar ao estaladão ao pessoal que teima não ver o que uma mão faz enquanto a outra mão lhes acena com euros (só a cenoura já não chega. Ou será "ainda não chegámos ao ponto dela voltar a chegar"?!?) e os pés fazem uns dribles com a bola que é o Mundo!
Ora isso implica testamentos com um registo negativo e pesado, o que vai contra a minha vontade de manter o blogue positivo e construtivo.
Só que é preciso falar sobre as coisas e, independentemente de vir a ser lida por quem possa fazer alguma coisa acerca do assunto ou não, preciso de aqui deixar a minha opinião, não só para desopilar o fígado, mas também para sentir que faço a minha parte como cidadã.
Assim sendo, decidi fazer isto por partes, como os cronistas dos jornais e das revistas, ou seja, vou aqui deixar um índice dos assuntos que pretendo abordar e, conforme for dissertando sobre eles, coloco aqui a ligação para a mensagem respectiva.

O que pretendo com isto? Além dos supracitados "desopilanço de fígado" e "consciência de cidadã tranquilizada", pode ser que faça alguém mudar a sua atitude perante as coisas, percebendo melhor o que se passa (na medida em que me é possível perceber as coisas, porque eu não sou omnisciente - apesar do N. se fartar de dizer que eu já tinha dito isso e tinha razão... infelizmente!) e sabendo que existem alternativas (quando eu conseguir enumerar alguma que não apenas "olhe para as coisas doutro ponto de vista"...).
É a minha forma de revolta construtiva perante este imbróglio todo em que o Homo sapiens economistae nos meteu...

Então sobre o que vou falar?
Ora, sobre:
- Portugal, nomeadamente política (AR, lobbies, dinossauros corruptos e todas as coisas bonitas que a palavra "política"nos faz lembrar...), sociedade, economia (que há-de estar misturada em tudo o resto porque, infelizmente, tudo gira à volta do dinheiro e não das pessoas...), ambiente e movimentos com valor (porque é preciso uma nota positiva no meio disto tudo!!!);
- UE, concretamente sobre o espartilho que a actual política económico-social de Bruxelas nos vestiu (e continua a vestir e quer vestir ainda mais) e nos levou em grande parte a esta situação deplorável em que estamos (ainda tenho que pensar na nota positiva para este assunto...);
- Mundo, especialmente sobre o ambiente (e os entraves que os grandes põem à tomada de medidas que diminuam a nossa influência nele) e sobre os bons exemplos que vão surgindo como cogumelos por todo o lado e que me mantêm com um pouco de esperança na Humanidade e na possibilidade de um futuro "com futuro" para os meus filhos.

Claro que isto pode parecer pouco - para quem não está atento ao que se passa à sua volta mas sim aos supracitados dribles -, mas eu sei que tenho aqui pano para mangas e o problema vai ser conter-me e ser sucinta (trabalho em progresso!!!). Será algo para ir fazendo, algo em constante mutação e que, possivelmente, levará umas adendas de quando em vez, mas, pelo menos, vou partilhando as minhas preocupações e ideias com o Mundo (além dos mails interessantes que vou recebendo do tio Zeca e do meu pai).

Se estou a preparar a minha ida para a AR?
Credo, claro que não!!! Como eu disse ao Manuel: "eu não ia para lá aguentar aquela gente peçonhenta. 
Só alinhava se se fizesse uma desinfestação a fundo e fosse tudo malta nova, sem telhados de vidro que os lobbies e os caramelos como o tio Alberto João conhecessem e usassem como "garante de poder".
E como esse dia está longe..."


Faço isto pelos meus filhos e pelas gerações vindouras e, por isso, aqui fica a imagem de marca d'A minha Revolta (não é a minha barriga, mas é como se fosse!):
Imagem retirada daqui

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P.S.: A palavra "Revolta" foi mudada para "rEvolução" por esta última ser uma palavra com um sentido mais positivo.

3 comentários:

  1. Tenho que começar pela feliz imagem que ilustra esta tua revolta.
    Eu gostaria de acrescentar tanto mas já me vão faltando algumas forças.
    Mas uma coisa te prometo, quando chegar a altura de partir essas cabeças peçonhentas, podes contar comigo.

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  2. Quanto à foto, o mérito não é meu - foi um momento iluninado do Google quando me colocou essa foto na pesquisa!

    Quanto à tua ajuda... Conto mesmo!
    Quando precisar de um ministro das Finanças e da Agricultura, é a ti que chamo! ;-)

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  3. Encontrei o comentário que tinha escrito numa das alturas em que não conseguia comentar (frase confusa, mas tu percebeste). Aqui vai:

    "Manuel, acho que ter filhos (e netos e bisnetos...) só acelera a nossa vontade de ver o mundo melhorar.
    Claro que se vê tanta coisa que parece que não conseguimos fazer nada e sentimo-nos impotentes, mas temos que lutar contra isso e dar o melhor de nós ao mundo.
    Tu tiveste um pequeno susto, mas está tudo bem, certo?
    Então porquê o desânimo?
    Se tens força para partir cabeças peçonhentas (um dia cobro-te essa!), porque não usá-la para abrir os olhos às pessoas e mostrar-lhes que é possível mudar?
    Muda a tua mente para o lado B, o lado optimista, e depois é só mudar o mundo! ;-)

    Bom fim-de-semana (a ver se finalmente consegui comentar!!!)"

    Mas mantenho o comentário anterior, obviamente, Sr. Ministro! ;-)

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