terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Ser português...

Toda a gente sabe que o português é derrotista.
Para o português, tudo está mal e nunca se endireita e nada do que ele possa fazer (independentemente se realmente consegue ou não) poderá mudar isso.

Mais do que a saudade, o fatalismo do português vê-se no dia-a-dia, em coisas tão banais como:
- Bom dia. Está tudo bem?
- Nem por isso... (e lá vem o rol de queixas, mais ou menos graves, mais ou menos, interessantes, mas definitivamente grande)
- Pois pá, eu também... (e lá desembucha o outro tudo o que o aflige, maleita ou não, para não parecer menos sofredor)

E só no estrangeiro é que há coisas boas, obviamente! Por exemplo, quem está emigrado em França diz que lá o nível de vida é mais alto mas também é tudo mais caro - quem cá está mas gostava de lá morar, diz exactamente o oposto...

O e-mail que o Luís recebeu e colocou lá no Questões diz tudo! Cá fica:

"O CARÁCTER INTERNACIONALISTA DO POVO PORTUGUÊS!


Se tem um problema intrincado... vê-se grego;


Se não compreende alguma coisa... "aquilo" é chinês;


Se trabalha de manhã à noite...trabalha como um mouro;


Se vê uma invenção moderna...é uma americanice;


Se alguém fala muito depressa...fala como um espanhol;


Se alguém vive com luxo...vive à grande e à francesa;


Se alguém quer causar boa impressão...é só para inglês ver;


Se alguém tenta regatear um preço...é pior que um cigano romeno;


Se alguém é agarrado ao dinheiro...é pior que um judeu;


Se vê alguém a divertir-se..está a gozar que nem um preto de Angola;


Se vê alguém com um fato claro vestido... parece um brasileiro;


Se vê uma loura alta e boa...esta, parece uma autêntica sueca;


Se quer um café curtinho...pede uma italiana;


Se vê horários serem cumpridos...trata-se de pontualidade britânica;


Se vê um militar bem fardado...parece um soldado alemão;


Se uma máquina funciona bem...é como um relógio suíço;


Mas quando alguma coisa corre mal...é "À PORTUGUESA"."

Por isso é que mais de metade da população portuguesa não foi votar - porque são como aquelas pessoas que se queixam de mil e uma doenças mas não vão ao médico: não se dão valor e não são capazes de mudar quando não estão bem!
Se baixarem as mãos, ninguém faz o vosso trabalho por vocês; porque é que julgam que em tudo o resto é diferente?!?

Assumam a vossa importância como indivíduos com ideias próprias, como pessoas que vivem em sociedade e usufruem de direitos mas têm responsabilidades, como cidadãos dum país a precisar de mudanças urgentes e como peças essenciais à engrenagem lusa, tanto a nível económico, como social! MEXAM-SE!!!

6 comentários:

  1. É uma dura e triste realidade. Somos um povo que passa metade da vida a lamentar-se e a outra a dizer mal dos que tentam fazer alguma coisa.
    Espero, embora não o deseje, que um dia tornem o voto obrigatório para que essa "chulagem", que vive à custa de subsídios e habilidades assumam as suas responsabilidades.
    Muito oportuno este "Ser Português" .

    ResponderEliminar
  2. Manuel, concordo quando diz "Somos um povo que passa metade da vida a lamentar-se e a outra a dizer mal dos que tentam fazer alguma coisa.", mas discordo completamente quanto à obrigatoriedade do voto!
    Aconteceu a mesma coisa na OMV (Ordem dos Médicos Veterinários) - durante anos, o pessoal não votava e eram os veterinários vs OMV. Quando se teve que mudar os estatutos, a contestação foi clara e começou a mudança. Nas primeiras eleições depois disso, após "peripécias", ganhou a mudança e, nestas últimas, houve um recorde de adesão e ganhou uma mulher! Desde que temos a bastonária, sentimo-nos parte da OMV e sei que mais votarão nas próximas eleições.
    O problema dos portugueses é que têm leis para tudo e mais alguma coisa porque não sabem pensar pelas próprias cabecinhas e fazer o que está certo sem guia!
    E depois passam o resto da vida satisfeitos por saberem que estão a furar as leis porque não há fiscalização!
    Têm é que aceitar a mudança e votar nas alternativas, não ficar a olhar enquanto o barco continua a afundar na mesma!
    Se o voto se tornar obrigatório, desisto do país e do povo português, porque é sinal que não merecem sair da cepa torta!!!

    ResponderEliminar
  3. Mas, penso que não me percebeu bem, eu disse embora não o deseje.
    Só que julgo que com paninhos quentes não vamos lá.
    Queria essa sua esperança.

    ResponderEliminar
  4. Manuel, a esperança é a última a morrer! :-)

    E quem falou em paninhos quentes?!? Esta gente, como está, é só ao estaladão!!! ;-)

    ResponderEliminar

Diga lá o que pensa...