segunda-feira, 29 de março de 2010

Colhe-se o que se semeia…

Conforme se vai escrevendo, vai mudando a nossa maneira de escrever.
Conforme se vai lendo, vai mudando a nossa maneira de pensar.
Conforme se vai investigando, vai mudando a nossa opinião sobre certas coisas.

Se a vida não fosse mutável, se fosse SEMPRE a mesma coisa, a mesma rotina, a mesma cadeia de acontecimentos, seria seca demais e, como diriam os da Matrix, “perdiam-se colheitas inteiras”.
Vi-o muito bem escrito num blog ("Filosofia do Tubarão", descendo um bocadão no http://luisaleilamonteiro.blogspot.com/) e, apesar de achar que uma vida sem problemas seria muito boa, mais vale ver o copo meio cheio e pensar que, já que os problemas surgem, que são o sal da vida.

Mas uma coisa não muda na minha cabeça: a minha incapacidade em compreender como é que algumas pessoas (regra geral com algum “poder”) são tão tacanhas ao ponto de só pensar no seu ego e não no bem-comum!
A sério… Custava muito pensarem que, quer exista/venha a haver aquecimento global, quer não, que a sustentabilidade é essencial e a Terra é um ecossistema complexo do qual somos uma PEQUENA parte e devíamos lidar melhor com ela e diminuir a nossa marca negativa neste planeta, quanto mais não seja para os nosso filhos herdarem um planeta azul e não uma bola cinzenta?!?

É importante diminuirmos o nosso impacto no ambiente, a nossa pegada ecológica, apenas porque somos seres racionais que compreendemos o valor dos recursos naturais, sejam eles inesgotáveis ou não, e queremos que os nossos filhos e restantes gerações vindouras apreciem um planeta lindo como nós… e, mesmo assim, já não fomos a tempo de ver muitas espécies, quer animais, quer vegetais, nem locais e monumentos por causa da estupidez e mente tacanha da maior parte da espécie humana, cujas acções são baseadas em ódio, ganância e medo!

Não devemos esperar que o exemplo venha “de cima” (seja em termos políticos, seja em termos hierárquicos), mas sim irmos mudando as nossas atitudes e, é como eu sempre digo, se cada um de nós conseguir influenciar uma pessoa, já terá valido a pena!

Por isso é que é tão importante dar valor aos professores: eles educam os futuros adultos e, se começarem desde cedo a ensinar-lhes valores (idealmente, como complemento da educação no seio da família), será mais fácil ter adultos respeitadores e esforçados.
Mas, se continuarmos a dar-lhes tão más condições que eles perdem o interesse e, mesmo com penalizações maiores (sim, porque já não é sem penalização!!!), querem é sair das escolas, estaremos a ensinar o quê às crianças?!? Que os professores são dispensáveis, que a sua estabilidade e bem-estar são sacrificáveis, que não é preciso respeitá-los, que a educação não faz falta a ninguém e que, se conseguirem ter dinheiro, serão bem sucedidos, mesmo que não saibam escrever uma frase sem dar 3 ou 4 calinadas seguidas ou tenham dado facadas nas costas seja a quem for para serem “grandes”?!?

Tenho medo de como vai estar o ensino quando os meus filhos p’ra lá forem, porque os bons professores já não podem mais e quem fica é quem não se rala e nem se chateia, que não se esforça nem se dá ao trabalho e todos sabemos como é importante ter alguém que acredite em nós e que nos incentive a dar o nosso melhor…

Quanto mais leio, mais me apercebo que existem pessoas que se preocupam com estas coisas todas que me atormentam a alma mas, infelizmente, não são pessoas com “poder”…

E quem sabe se não se daria o caso de, ao chegarem “lá cima”, a corrupção os comer vivos e acabariam por se deixar embrenhar nos joguinhos e esqueceriam o que mais importa?!?
Olha, mais ou menos como o pessoal que se põe a jogar Farmville no Facebook e, em vez de estar a divertir-se e a conviver directamente com as pessoas no casamento dos amigos, liga o portátil para ir colher abóboras?!?
E alguém lhes diga que nem sequer é época!!!

Sem comentários:

Enviar um comentário

Diga lá o que pensa...